ATÉ QUE ENFIM! – 28/02/1997

E vai começar de novo, até que enfim! Daqui a uma semana, na Austrália, a Fórmula 1 volta a campo. Amanhã, é a vez dos primos pobres da Indy. Serve de aperitivo.

Muita coisa aconteceu nos últimos três meses, o período de pit stop desta coluna. Mas dá para resumir. Tirando a papagaiada das apresentações de carros novos, cada vez mais sofisticadas e de gosto cada vez mais duvidoso (teve até show das Spice Girls na festa da McLaren), notícia boa pra valer foram poucas.

A mais chocante de todas foi a compra da Ligier por Alain Prost. Não que fosse algo inesperado, mas o egocentrismo do anão narigudo extrapolou os limites do bom senso. A equipe já mudou de nome e virou Prost Grand Prix. Imaginem se quando o milionário árabe Mansour Ojeh comprou a McLaren tivesse a mesma idéia: Mansour Racing. Um horror. Ainda bem que o homem se mancou.

Para conseguir a aprovação da mudança do nome, a Peugeot, parceira de Prost a partir de 98, prometeu a Eddie Jordan (que relutava em assinar a autorização) a continuação do fornecimento de seus motores em 98. Gozado vai ser escutar as transmissões das provas no rádio e na TV: Olha lá o Panis! Rodou e bateu a sua Prost! Sua Prost? Eu nunca vou me acostumar com isso.

De novidade, também, surgiu a pintura da McLaren, que ficou linda em prateado. No mais, alguns estreantes desconhecidos, como o Shinji Nakano na Ligi…, digo, na Prost, o Jarno Trulli na Minardi, o Vincenzo Sospiri na Lola e outros mais famosos, como o Ralf Schumacher na Jordan, que pintou uma cobra horrorosa na lateral de seus carros.

Os testes de inverno mostraram aquilo que todo mundo já está acostumado a ver: a Williams andando na frente, a Benetton querendo fazer algum barulho e a Ferrari com uma droga de carro, mais uma vez. Mas, pelo menos, a equipe italiana se livrou do projetista John Barnard, o maior enganador das pranchetas de que se tem notícia.

E como é começo de temporada, não dá para fugir dos prognósticos. No fim do ano, me cobrem e vibrem com cada erro. A Williams vai ganhar a maior parte das corridas, mas a divisão de pontos entre Villeneuve e Frentzen vai ajudar Schumacher, que vai tentar jantar a dupla pelas bordas. Alesi e Berger vão quebrar e bater muito, como sempre, sem ganhar nada. A McLaren prateada sai do jejum de três anos sem vitórias. Rubinho, Diniz e Rosset terão um ano de provações. Equipe por equipe, entre os brazucas, a Arrows do Pedro é mais forte e estruturada. Mas o carro quase não andou nos treinos. Barrichello, por outro lado, testou bastante e está confiante em não dar vexame na Stewart. Ricardo, por sua vez, luta para classificar a Lola para o grid em Melbourne, domingo que vem. Se conseguir, dá uma festa – e eu espero ser convidado.

Quanto à Fórmula Cart Indy Mundial PPG Series (ainda não sei como chamar, confesso), vai dar Zanardi e Vasser no começo. Entre os brasileiros, apostaria no Gugelmin, sem muita convicção. O resto vai sofrer. E até sábado, na corrida de verdade (quá-quá-quá!).

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s