EM BOCA FECHADA… – 10/12/1999

Fim de ano, tempo de balanços. Nesta época, sempre olho as bobagens que escrevi no começo da temporada para ver quais previsões se confirmaram (poucas) e quais deram errado (a maioria). Aliás, já está se tornando uma tradição pessoal este texto no meio de dezembro, sabe como é, falta de assunto, cansei de falar do Rubinho e da Ferrari.

E vamos a elas, redigidas em fevereiro, acho, à espreita da primeira corrida do ano.

De Hakkinen, disse que era um dos favoritos ao título. Mas creio que não fui o único. De Coulthard, falei que era respeitado pelo companheiro de equipe, com quem mantinha boas relações. Vê-se que conheço mal o escocês. Os dois quase se mataram no meio do ano.

Quanto a Schumacher, não previ o acidente e a perna quebrada. Sobre Irvine, disse que só venceria quando o alemão não estivesse na pista. Parcialmente correta, a avaliação. Mas na Malásia ele ganhou e Schumacher estava lá. Certo que deixou o irlandês ganhar. Não errei muito feio, afinal.

O prognóstico mais desastroso sem dúvida ficou com Zanardi. “Dele, o mínimo que se espera é muita luta. O máximo, vitórias”, escrevi. Vitórias? Deixa pra lá. Adiante, previ que Ralf teria uma boa briga caseira com o italiano. Deixa pra lá de novo.

Sobre Hill, antes de começar o campeonato: piloto útil para qualquer time, palpitei. De fato foi. Para todos os times, menos a Jordan. Frentzen, por sua vez, segundo este escriba, “é rápido em corrida, mas comete muitos erros”. Não errou nada o ano inteiro.

Fisichella e Wurz merecem poucos comentários, não se esperava nada da Benetton, mesmo, era fácil adivinhar que iriam mal. Engraçado o que eu disse do Alesi: “(…) em seu primeiro ano de Sauber, conquistou o patrão pelo espírito de luta (…)”. Os dois por pouco não se pegaram na Hungria. De Diniz: “(…) deverá fazer pontos com frequência se o carro for confiável”. Bem, o carro não era confiável.

A Arrows eu tachei de “fraca” sem titubear. Fui até bonzinho demais. A Stewart, acusei de “falar muito e fazer pouco”. Talvez eu devesse falar menos. Mas pelo menos disse que Barrichello lutava “desesperadamente por um lugar ao sol”, o que não estava muito longe da verdade. E ele achou seu lugar.

Falei que Panis ainda merecia algum crédito, e ele foi mandado embora pela Prost. Mas a McLaren colaborou e deu o crédito, chamando-o para piloto de testes. Trulli era barbada, elogiei seu potencial, e ele foi parar na Jordan. A Minardi não vale, todo mundo sabe que é uma bomba.

E a BAR. Ah, a BAR! Grandes perspectivas, muito dinheiro, dois bons pilotos, a Reynard por trás, uma atração, sem dúvida, quem sabe uma nova equipe grande nascendo. Não fez nenhum ponto.

Bom, pelo menos acertei o Hakkinen.

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