VOLKSWAGEN VEM AÍ – 30/05/2003

É a primeira vez que ouço de alguém supostamente bem informado, portanto passo adiante.
Acabo de voltar de um jantar no motorhome da BMW. Uma vez por ano eles fazem dessas coisas. Hoje foi para o pessoal de rádio. Entre meus 15 empregos está o de trabalhar em rádio, mas isso não vem ao caso.

Estava lá Mario Theissen, o sujeito que cuida dos motores da Williams. Alemão, meio distante, aquela coisa de sempre. Sentei na frente do cara, tive de falar sobre motores.

Comecei perguntando sobre os que me interessam, dois tempos, como os dos meus DKWs. Esculhambou, disse que é algo ultrapassado. Pensei em dizer que os meus, pelo menos, não quebram dia sim, dia não, mas fiquei quieto e passei a outro tema, para parecer entendido. Outro dia um louco me ligou dizendo que desenvolveu uma vela para motor que dá 200 faíscas ao mesmo tempo e que precisava de um investidor para montar uma fábrica. Perguntei a ele o que achava. “O cara é um louco”, disse. Como concordamos, fomos ao próximo assunto e começamos a falar das dificuldades de se montar uma equipe própria na F-1.

Na verdade, meu interesse era menos na BMW, mais na Volkswagen, alemã, também. Theissen conhece a turma rival, claro, e disse que, pelo que está sabendo, a decisão de entrar na F-1 já está tomada.
Mas não é para já. O anúncio será feito no final do ano que vem. Não se sabe ainda se com um time saindo do zero, como fez a Toyota, com parceria com alguma equipe existente, como fez a própria BMW, ou a partir da compra de alguém, a Sauber, por exemplo. É o que fez a Renault, ao incorporar a Benetton.

A partir do anúncio, disse o Theissen, três anos para entrar na pista em competição. Ou seja: estreia em 2007. Questionei. Precisa de tanto tempo? Não é só fazer um motor, pegar o da Audi de Le Mans, por exemplo, e enfiar num chassi em forma de charutinho cheio de asas?

Nada disso, falou o Mario. Motor de F-1 não tem nada a ver com motor para Le Mans. Eles vão ter de começar um projeto totalmente novo. A BMW, segundo ele, iniciou seu programa de F-1 em 1997, para colocar o motor num carro de testes em 1999 e estrear no Mundial em 2000. Apressar esse processo, segundo o Theissen, é meter os pés pelas mãos e correr o risco de dar vexame.

Está dada a informação: Volkswagen, possivelmente usando a marca Audi, na F-1 em 2007. Anúncio no ano que vem. Esses jantares nas equipes rendem mais do que barriga cheia. Foi o segundo neste ano, o outro a Jaguar ofereceu em Zeltweg. Mas naquele dia a comida estava ruim e saí de lá com fome e sem notícia. Equipe grande é outra coisa. A gente come bem e ainda tem sobre o quê escrever.

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