MONTOYA AJUDOU – 11/12/2003

Montoya vai garantir pelo menos mais um ano para Rubens Barrichello na Ferrari. A saída anunciada do colombiano, em 2005, abrirá a vaga mais cobiçada da F-1 nos últimos tempos. Qualquer piloto gostaria de correr na Williams. Mas a Williams não quer qualquer piloto. E se Rubens estiver disponível em 2005, é ele que vai.

Ocorre que a Ferrari não tem a menor intenção de armar os rivais. E, afinal, não há mal nenhum em ficar mais um pouco com o brasileiro. Se é verdade que Rubens começou meio claudicante sua trajetória como funcionário de time grande, em 2000 e 2001, não é menos verdade que firmou-se nas últimas duas temporadas, com boas atuações e comportando-se segundo a cartilha de Maranello.

Desde a chegada de Barrichello à Ferrari, o time ganhou os quatro Mundiais de Construtores que disputou. Isso deve ter algum valor. O brasileiro foi responsável por 260 dos 728 pontos de sua equipe (35,7% do total). Schumacher fez 468, ou 64,3% — em 2001 e 2002, somente os pontos do alemão bastariam para levar a taça a Maranello, mas isso não quer dizer que seu companheiro não teve nenhuma participação nas conquistas.

Se a Ferrari perder Barrichello para a Williams, estará perdendo mais do que um bom piloto. Para quem tem Schumacher, isso nem deveria representar um enorme problema, há outros na F-1 capazes de fazer mais ou menos o mesmo que Rubens na pista. Mas não é por isso que o time vai se esforçar para mantê-lo por mais um tempo. Se Barrichello aportar na Williams, levará junto as entranhas da Ferrari. Todos seus segredos e macetes, estratégias e métodos de trabalho. Há segredos na F-1, todos sabem. A Williams, ao lado da McLaren, é a única equipe que, em curto prazo, pode desbancar os vermelhos. Rubens seria uma bazuca na mão do inimigo.

A Ferrari já tem mais ou menos delineado seu futuro e não esconde de ninguém que está preparando Felipe Massa para fazer parte dele. Mas não há pressa. Se a ideia era promovê-lo a titular em 2005, ela foi adiada com a saída de Montoya da Williams. Os ingleses que se virem para tapar o buraco. Entregar um piloto prontinho da silva não é bom negócio. E vou além: acho que Barrichello renova não por um, mas por dois anos, para fechar seu ciclo no time junto com os demais, no final de 2006.

A partir daí, será preciso um novo primeiro piloto. E, mais uma vez, não há pressa. Até lá, garotos como Alonso, Webber e Raikkonen não serão mais garotos. Um deles assume o lugar de Schumacher.

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