BOM E RUIM – 30/12/2004

Algo de bom 2004 há de ter deixado. Um ano inteiro sempre deixa para trás coisas boas, e no esporte motorizado não foi diferente.

A começar pelos dois grandes nomes da velocidade em todos os tempos, que estamos tendo o privilégio de ver correr sobre duas e quatro rodas, Valentino Rossi e Michael Schumacher.

O elenco de notícias alvissareiras passa ainda pelo vigor que a F-1 demonstra, apesar de tudo, com fatos marcantes como a entrada triunfal de Bahrein e China no Mundial, e a ascensão inacreditável da BAR à condição de time grande. A volta da Bélgica, os espetáculos de competência da Ferrari, a volta por cima da McLaren, a mão-forte de Max Mosley para mexer nas regras, a confirmação da Turquia no calendário, a agitada dança das cadeiras no mercado de pilotos, tudo isso entra na coluna “positivo” do balanço anual de 2004.

Na América do Norte, a expansão da IRL, o triunfo da seriedade e da persistência de Tony Kanaan e o sucesso dos “playoffs” da Nascar também engordam a lista de coisas boas. Aqui no Brasil, o crescimento da Stock, a popularidade da Truck, a restauração do Copersucar e o “boom” da onda nostálgica, com um campeonato de carros antigos em São Paulo que está reeditando os melhores anos do automobilismo nacional, igualmente vão para a relação do que deu certo.

Muita coisa deu errado, também. Talvez a lista seja ainda mais robusta, e não é preciso muito esforço para lembrar do fiasco da F-Mundial, do ocaso da Jaguar, da debandada da Ford da F-1, da demissão de Cristiano da Matta, da renúncia fajuta de Mosley… Por aqui, é fácil constatar que a F-Renault está à míngua, que a F-3 Sul-americana quase não dá quorum, que Interlagos continua sofrendo com seus eternos problemas, para quem corre e para quem assiste.

E não nos esqueçamos, também, do assassínio programado para um dos mais belos, históricos e charmosos circuitos do mundo, Jacarepaguá, que corre o risco de desaparecer porque o Rio, de forma inexplicável, não encontrou lugar melhor para fazer seus Jogos Pan-Americanos. 2004 foi bom, sim. Mas foi ruim, também.

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