SERÁ BELO – 02/12/2004

Tem tanta coisa nova para acontecer em 2005 na Fórmula 1 que o mais amargo do torcedor deveria relevar o resultado provável do campeonato. Saber quem será o campeão, aliás, é o que menos importa. A cada dia que passa, a F-1 vai se revigorando a partir de episódios pontuais. Mal comparando, é quase como o atual Brasileirão de pontos corridos: apenas um será o campeão, mas quantas histórias foram escritas ao longo dos últimos meses que jamais sairão da mente do torcedor? Quem esquecerá tão cedo o empate do Grêmio com o Atlético Paranaense, ou a meia-hora frenética de São Paulo x São Caetano, a maior e melhor homenagem feita a Serginho? Ou o drama do Flamengo, a reação do Botafogo? Ou o caso MSI-Corinthians, que permeou o noticiário ao longo do campeonato?

Pois 2005 será assim nas pistas. Deixemos a luta pelo título de lado, e vamos às histórias paralelas. Como será o duelo Villeneuve “babaca” x Massa “risadinha” na Sauber? (Para quem não se lembra, Felipe foi flagrado pelas câmeras de TV rindo no início da temporada, quando seu companheiro Fisichella não conseguiu bater seu tempo numa classificação. Para muita gente, pegou mal e exibiu uma certa soberba do brasileiro.)

Vamos em frente: a volta de Fisichella à Renault, para bater de frente com o queridinho Alonso? Vai dar no quê? “Fisico” será capaz de provar, de uma vez por todas, que sempre foi um injustiçado pelo destino? E Fernando, como vai reagir à chegada de um parceiro notoriamente rápido e bem mais experiente? Sigamos: Montoya na McLaren vai desencantar, finalmente? Como lidará com a geladeira Raikkonen? E Kimi, o beberrão, estaria enchendo a cara por antecipação pela perda de Coulthard, o companheiro que todo mundo gostaria de ter?

Adiante. O que é Webber? Será tudo aquilo que dele se pensa e em que a Williams aposta, ou fará jus ao apelido maldoso de “Marketing Webber”? Se Pizzonia for seu companheiro, o que vai acontecer no time de Grove? Os dois vão se falar? Serão inimigos? A guerra psicológica será mais intensa que no asfalto e no cronômetro? Antonio será capaz de ganhar corridas, estando numa equipe de ponta? E a Toyota? Com dois pilotos que já venceram GPs, sangue novo e motivação lá em cima, deixará de ser uma piada de mau-gosto? Justificará a fortuna que os japoneses vem enterrando na F-1?

Tem mais. A Red Bull saberá conduzir a mutação de bebida energética para equipe de corridas? É bom lembrar que houve caso semelhante no passado. A Benetton transformou suas camisetas e moletons num time de verdade. A história se repetirá? E a Jordan, com motor Toyota, voltará a incomodar as grandes de vez em quando, lutando de cabeça erguida diante do poder econômico dos rivais? Button e a BAR confirmarão o status de protagonistas que tiveram em 2004? A saída de Richards vai desmontar a estrutura da grande surpresa da última temporada? E essa prova na Turquia? O que aguarda a F-1 em mais um país novo para a categoria, como foram China e Bahrein neste ano?

Tempere-se tudo com um novo regulamento, carros diferentes, pneus mais duros, estratégias repensadas, grid saindo no domingo de manhã, e podem esperar: será um belo Mundial, o do ano que vem. Com altos e baixos. Como tudo.

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