MEUS FANTASMAS – 02/09/2005

Tem três pistas de que gosto. Nürburgring, Spa e Monza. Nelas encontro todos os anos meus fantasmas prediletos.

Não acredito em fantasmas de qualquer tipo. Só de ex-pilotos. E apenas os da década de 30. Rosemeyer, Caracciola, Stuck, Nuvolari, Von Delius, Hasse, Varzi. Os caras que corriam de Auto Union e Mercedes, porque o resto era o resto. Carro bom é alemão, e se possível prateado. É o que sempre digo.

Todos usavam macacões brancos, o que significa que quando morreram já estavam vestidos de fantasmas. Facilita as coisas. Jamais creia num fantasma de macacão vermelho cheio de patrocínios. Fantasma que se preza se veste de branco.

Encontro meus fantasmas, eu dizia, nas pistas acima. Todas elas com décadas de história, foram criadas e viveram o auge nos anos 20 e 30 do século passado. (Aqui cabe lembrar que quando falo de Nürburgring, refiro-me à pista antiga. Na nova não há fantasmas.)

Já passei por todas elas de noite, que é a hora em que os fantasmas se encontram para conversar. Percorri Spa na escuridão várias vezes, e contornei a periferia do velho Nordschleife outras tantas.
Monza é circuito permanente, não dá para enfiar o carro na pista sem ser preso por alguém. Mas fica num parque enorme, escuro, que de noite dá arrepios. E estão lá, ainda, as duas curvas inclinadas, os famosos “bankings”, aterrorizantes.

Monza teve um oval, e essas curvas “sopraelevate” foram construídas em 1955. Nem todos meus fantasmas, acredito, correram nesse circuito. Mas todos adorariam, disso tenho certeza, e por isso se encontram aqui de vez em quando para imaginar o que fariam nessas rampas assombrosas.

Fui a elas ontem. Mas de dia, porque de noite tenho medo. Restam no silêncio absoluto, delineadas por um guard-rail estreito e enferrujado, a copa das árvores lambendo o asfalto.

Era preciso ser macho para correr nesse negócio. Fui de carro primeiro, a pé depois. Com o carro, não tive coragem suficiente para subir lá em cima, acho que capotaria. A Física explica essas coisas, creio ser necessária uma velocidade x para que uma força centrífuga y mantenha o carro z nas quatro rodas.

A pé, subi. Sem me preocupar muito com x, y ou z. Contra a Física havia um guard-rail, e a ele me agarrei, senão seria eu a capotar e rolar pelo asfalto de meio século. Os fantasmas ririam de mim, mesmo sendo de dia. É de notório saber que os fantasmas aparecem de noite, mas de dia levam vida normal e sabem de tudo que está acontecendo. Ririam de mim.

Monza é uma pista boa porque já morreu muita gente aqui, e portanto há fantasmas de várias épocas. Rindt em 1970, Von Trips em 1961 (levou mais 14 espectadores com ele), Materassi em 1928 (com 27 torcedores junto), Peterson em 1978, Ascari em 1955, mais os cinco motociclistas de 1973, entre eles Pasolini e Saarinen.

Só monstro sagrado, por isso tenho certeza que os fantasmas de outros circuitos vivem dando um pulo em Monza, para bater papo ali mesmo, naquelas insanas curvas inclinadas.

Saí bem tarde do autódromo quinta-feira e o portão por onde pretendia passar estava fechado com cadeado. O parque é realmente grande, e por isso fui-me perdendo por suas alamedas sem maiores preocupações, porque uma hora eu encontraria a saída, a gente sempre acha uma saída.

Parei várias vezes para ver meus fantasmas, apagava o farol e ficava olhando, ao longe, a silhueta das curvas, e eles lá, falando animados sobre seus carros prateados, seus acidentes, suas façanhas, suas vitórias e derrotas, suas glórias e suas mortes, sempre em velocidade, do jeito que são — a vida e a morte.

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ANTONIO, O ESQUECIDO – 01/09/2005

Mercado efervescente, perspectivas interessantes, o Brasil no centro do furacão da F-1 novamente. Não há nenhum traço de nacionalismo barato aqui. Felipe Massa será piloto da Ferrari, é pouco? Rubens Barrichello consegue uma sobrevida das mais alvissareiras, num time que se não é grande, pretende sê-lo. E tendo se transformado, na prática, no nome único do país na categoria desde a morte de Senna, no mínimo resta enorme curiosidade sobre o que será capaz de fazer nos próximos dois anos, motivado e disposto a encerrar a carreira com uma imagem mais positiva que a impressa pelos anos de Ferrari.

Para os torcedores brasileiros, pois, 2006 tende a ser um ano animado.

Mas, como sempre, vou na contramão para resgatar quase do limbo um nome estranha e rapidamente esquecido, retirado das especulações, condenado ao ostracismo: Antonio Pizzonia.

Sumiu. Nem testes mais fará nesta temporada, até porque a BMW vai embora e a Williams mesmo não se importa mais com 2005. E quando chegar a hora de andar com os novos motores, serão os titulares, Webber e alguém, possivelmente Button, que terão de rodar o máximo possível para que o time se prepare de forma decente para o ano que vem.

E ninguém mais fala do amazonense, que até chegar à F-1, em 2003, era a grande esperança brasileira de uma continuidade da dinastia inaugurada por Emerson há mais de 30 anos, após o hiato Barrichello — para os padrões de nossos “pachecos”, Rubens foi, sim, um hiato; afinal, não resultou em títulos.

Pizzonia está encostado na Williams num momento em que algumas equipes ostentam placas de “precisa-se de piloto” na porta de suas fábricas. Há vagas na própria Williams, na BMW, talvez até na BAR, dependendo do que acontecer com Button. Jordan/Midland é outra sem piloto, até na Red Bull poder-se-ia tentar algo.

Posso estar enganado, e os resultados de Antonio em corridas, verdade seja dita, nunca empolgaram. Mas eu apostaria no rapaz. De olhos fechados.

CHAMEM A POLÍCIA – 26/08/2005

Recebi o texto por e-mail, de uma assessoria de imprensa orgulhosa contratada por um pai evidentemente orgulhoso. Afinal, seu pimpolho ganhou uma corrida de motocicleta no meio de um monte de marmanjos. Alguma espécie de recorde, sem dúvida. O garoto tem nove anos.

Não, não são aquelas minimotos, quase brinquedinhos. O garoto disputa o Campeonato Brasileiro de Motovelocidade na categoria 125 cc. São as mesmas que usam os motoboys, infestando as grandes cidades brasileiras. Um meio de vida tão honesto quanto qualquer outro, diga-se. Trabalham firme, de sol a sol, enfrentando os perigos do trânsito, o desrespeito dos motoristas, a violência da metrópole.

Muitos são uns animais, também, mas há gente assim em todas as profissões. E não estou aqui para fazer tratado nenhum sobre motoboys, até porque a tese definitiva sobre eles já foi escrita, não me lembro por quem. Algo como: do que reclamamos? Quem tem pressa para mandar entregar pacotes e envelopes somos nós, que os contratamos. Não fosse nossa pressa, e os motoboys não existiriam.

Mas esqueçam os motoboys. Quero falar do garotinho de nove anos. Devo mencionar seu nome? Ou, como nas fotos, convém colocar uma tarja negra sobre seus olhinhos infantis? Ou, ainda, usar apenas as iniciais? OK, vamos nas iniciais.

T.C., nove anos, venceu no dia 21 de agosto a etapa de Campo Grande do Brasileiro de Motovelocidade. Ele é estreante na categoria. A líder do campeonato — sim, é uma moça — tem 26 anos. Chama-se Ana Lima.

Uma motocicleta de 125 cc é um veículo perigoso. Tanto que nas ruas ninguém com menos de 18 anos de idade pode conduzir uma. No Mundial de Motos, há uma categoria de 125 cc. Neste fim de semana, em Brno, o pole provisório fez sua melhor volta em 2min08s. Valentino Rossi, com uma Yamaha de 900 cc, virou em 1min59s. Pela diferença, dá para imaginar que motos de 125 cc são rápidas. Bem rápidas.

Claro que as Honda CG usadas no Brasil não são tão velozes assim. Mas isso não importa. São rápidas e perigosas para qualquer um. Como é que um pai permite que um garoto de nove anos pilote um negócio desses? E como é que a Confederação Brasileira de Motociclismo deixa correr? Como é que as autoridades fecham os olhos para tamanho absurdo? Cadê a Vara da Infância, que nem sei se é assim que se chama? Onde está o Juizado de Menores?

Já acho o fim da picada liberar garotos imberbes de 16 anos para correr de F-Renault e similares. No kart, vejo moleques de seis, sete anos, acelerando feito loucos. Outra maluquice. Não deles, mas de seus pais e desses sanguessugas que vivem do esporte a motor e querem mais é que neguinho se mate, desde que pague a inscrição para disputar suas provas.

Tudo bem, que se matem. Mas crianças? Um garoto de nove anos é quase um bebê, não sabe escrever direito, precisa que lhe deem a mão para atravessar a rua, faltam-lhe dentinhos na boca, não tem noção de nada. Tem de jogar bola e rodar pião, nadar e assistir ao Sítio do Picapau Amarelo na TV, colecionar figurinhas, girar na roda-gigante, se assustar no trem-fantasma.

Andar de moto? Disputar corrida de motocicleta?

Um dia falei com um sujeito ligado ao mundo das duas rodas sobre o assunto e ele me disse que isso é normal, no mundo inteiro. Não sei se é verdade, e se for não quero nem saber. Estão todos doidos.

Sei que vão me telefonar, escrever, dizer que sou eu o chato. Mas me diga, você que tem filhos. É normal um pai que deixa um menino de nove anos andar de moto? E correr de moto?

Tenham dó. Chamem a polícia.

SE NÃO ATRAPALHAR, JÁ AJUDA – 25/08/2005

Vai ser muito difícil alguém testemunhar um chilique de Kimi Raikkonen. Ao menos quando ele está sóbrio. Sabe-se de noitadas repletas de manguaça e chororô por causa de mulheres. Mas o que ele faz fora da pista não interessa. A mim, pessoalmente, esse tipo de coisa só ajuda a aumentar o apreço que tenho pelo rapaz. Beber e chorar por uma paixão… Existe algo mais humano e compreensível?

Mas por causa de uma corrida, Kimi jamais vai tomar um porre. Nem estrilar. É o tal do homem de gelo, como atesta a inscrição em seu capacete. E é mesmo. Raikkonen não se excede nas comemorações, muito menos no lenga-lenga das entrevistas coletivas depois de treinos e corridas. É comedido, simples e direto.

Domingo, no entanto, consta que aos poucos jornalistas finlandeses que desfrutam de um pouco de sua intimidade ele falou um monte. Sobre Montoya. Não se exaltou, tampouco xingou o colombiano. Mas deixou claro que para ganhar um campeonato, se o companheiro não ajuda, tudo bem, dá-se um jeito. Só que se o cara começa a atrapalhar…

Juan Pablo não tem espírito de equipe. Não fez a bobagem que fez para prejudicar Kimi, longe disso. O problema é que ele não liga, não quer nem saber. Se se importasse, jamais teria tentado passar Tiago Monteiro daquele jeito estúpido, sujeitando-se a uma batida que teve muito mais de culpa dele que do português — este, coitado, só faltou colocar os pés no asfalto como no carro de Fred Flintstone para evitar o toque.

O resultado foi a ultrapassagem de Alonso logo depois e dois pontos escoando pelo ralo. Este é um Mundial que vai ser decidido no seu final, com diferença pequena entre Alonso e Raikkonen. Fernando sabe que já não tem carro para ganhar. Qualquer pontinho é comemorado como um gol.

Fico imaginando o que vai acontecer se Kimi perder o título por dois pontos. A McLaren vai mandar Montoya embora? Provavelmente não. Mas deveria, para ele deixar de ser bobo.

NÃO, BUTTON NÃO! – 19/08/2005

O discurso não poderia ser outro. “Tanto faz”, é o que diz Barrichello quando perguntado se tem preferência por alguém em especial para ser seu companheiro de equipe na BAR a partir do ano que vem. Claro, vetar nomes é algo antipático que sugere, senão medo, o desconforto de ter de dividir atenções no mesmo time com alguém de bom nível.

Todos os pilotos dizem isso, embora alguns não pratiquem. E, se pudessem escolher, adorariam um pé-de-breque debaixo do mesmo teto. Esse papo de “quanto melhor, melhor para o time” é hipócrita. Ter um companheiro de equipe ruim é ótimo, uma preocupação a menos.

Senna, por exemplo, foi um dos não-praticantes do politicamente correto. Vetou Derek Warwick na Lotus. Seu caso, no entanto, era diferente. Ayrton não achava que o simpático inglês pudesse tirar seu sono. Ele sabia, sim, que o time tinha limitações, e que se dividisse demais as atenções com alguém de certo nome, e ainda mais britânico, a coisa poderia desandar. Com tudo concentrado num carro só, ele garantia os resultados.

Não compartilho da tese, mas admito que ela, ao menos, fazia sentido naquela época. Hoje, em times grandes, seria bobagem, porque as condições são as mesmas para os dois pilotos, o dinheiro jorra e não faltam molas ou parafusos para ninguém.

Para Rubens, portanto, tanto faz.

Mas, no fundo, acho que ele não está sendo sincero. Eram floridos seus anos de primeiro piloto, na Jordan e na Stewart. Condição que, diga-se, conquistou no braço, especialmente diante de Jan Magnussen, que era uma aposta incontestável de Jackie e Paul Stewart, e que acabou dando errado. Naqueles tempos de time pequeno, era beijinho para todos os lados, um carinho que a Ferrari nunca lhe deu. E nem a BAR dará, porque japonês não dá beijinho em ninguém.

Rubens foi derrubando seus companheiros, algumas moscas-mortas, é verdade, sem dó nem piedade. Consulto a lista: Capelli, Boutsen, Apicella, Naspetti e Irvine correram com ele em 1993. Eddie viria a ser a pedra no seu sapato. Brundle também deu trabalho, era macaco velho. Isso já em 1996. Na Stewart, atropelou Magnussen e Verstappen, e também foi sistematicamente mais rápido que Herbert, no último ano, embora o inglesinho tenha tido a honra de ganhar a única prova da história do time, em Nürburgring.

O que é melhor? Correr com a certeza e a tranquilidade de ter uma múmia ao seu lado, como faz Massa com Villeneuve, ou perder os poucos fios de cabelo com alguém como Schumacher num carro igual?

Fiz todo essa arrazoado apenas para dizer que Rubens deve, mesmo, estar rezando para Button ir para a Williams.

O SCHUMACHER DE MASSA – 18/08/2005

O que explica uma equipe adotar alguém como fez a Ferrari com Felipe Massa quatro anos atrás? Simples: das grandes, era a única sem projeto algum para jovens pilotos. O time tinha um presente, Schumacher. Mas nada para o futuro.

Enquanto isso, a McLaren já fazia seus planos para Raikkonen, a Williams tinha sob seu guarda-chuva Button e Pizzonia, a Renault partia para cima de Alonso.

Fernando, aliás, era a primeira opção ferrarista, mas foi pego na curva por Briatore. Se perguntarem para alguém na equipe, todos vão negar, claro. Como negaram durante quatro anos que Massa sempre foi de sua propriedade. Paciência. Esse comportamento ridículo de ficar mentindo e escondendo o que todo mundo já sabe é ônus de quem esconde e mente.

Felipe é um desses nomes promissores da nova geração, o que tem currículo mais modesto, aliás. Kimi e Alonso já se tornaram pilotos de ponta, Button idem, apesar de ainda não ter vencido uma corrida, e agora é a vez de o brasileiro mostrar o que pode fazer.

Massa foi escolhido meio na sorte, porque corria na obscura F-3000 europeia, mas aproveitou muito bem a chance que teve num teste com a Sauber e, como se diz, “vestiu” rapidamente a F-1. Chega a Maranello, portanto, por seus próprios méritos.

Seus passos serão muito mais firmes que os de Barrichello. A começar pelo fato de que não é empregado novo. Tem, de carteira assinada na Ferrari, dois anos menos que Rubens, apenas. É da casa. Depois, e principalmente, porque o Schumacher que terá de enfrentar não é o mesmo de 2000.

Não que seja pior, longe disso. Continua tão bom quanto sempre foi. É que o alemão, naquela época, ainda tinha muito o que fazer na F-1. Título era uma obsessão. Ganhou cinco. Hoje, sabe que está nas suas voltas finais. Qualquer um muda numa situação dessas. Digamos que será menos cruel com seu novo parceiro. Porque o anterior foi massacrado. Na pista.

FOLGA PARA INTERLAGOS – 12/08/2005

Não vou conferir, mas recebi os seguintes dados estatísticos: a pista de Istambul será a 69ª a receber uma corrida de F-1 desde a primeira, em 1950 em Silverstone. A Turquia, por sua vez, passará a ser o 26º país a sediar um GP.

Vi algumas fotos do circuito. Maravilhoso, como são fabulosos os últimos autódromos incluídos no calendário desde Sepang, em 1999. A Malásia estabeleceu um novo padrão no automobilismo. Luxo, modernidade, arquitetura caprichada. Depois vieram Bahrein e China. Poder-se-ia incluir na lista Hockenheim e Indianápolis em suas novas configurações, mas não é o caso. Foram remodelados, não saíram do zero. Maquiagem, pouco mais do que isso.

As outras, não. Onde nada havia, surgiu uma pista. No meio do deserto, no delta de um rio, numa região rochosa. E com exceção de Sepang, que tem lá suas corridas de moto, turismo e protótipos, o destino das demais é ficar esperando o ano todo pela chegada da F-1. Custaram caro, mas deve valer a pena. A F-1 é um bom negócio para quem sabe ganhar dinheiro com ela.

Sei que ao chegar a Istambul vou imediatamente pensar em Interlagos, velho de guerra, combalido, quase 70 anos de idade. Um autódromo maltratado, mambembe, mas inegavelmente charmoso pelo que representa. O traçado é ruim, desinteressante, uma verdadeira tolice perto do que era a pista antiga. Mas é o que temos.

E me pergunto: por que só temos isso? Interlagos é uma fonte de despesas para a Prefeitura, que só não fatura alto com a pista porque não tem a menor noção de como se deve administrar um parque esportivo. Perguntem aos clubes que organizam corridas todos os finais de semana se não dá para encher as burras com automobilismo. Pagam uma ninharia de aluguel, cobram uma fortuna de inscrição dos pilotos e, na prática, sublocam patrimônio público para enriquecer.

Ouvi falar que há um projeto de autódromo perto de Campinas. Não tenho detalhes, parece que há um consórcio britânico interessado em erguer um centro de agronegócios, parque de exposições, hotel e o escambau a quatro. Junto, uma pista de corridas.

Há mercado para isso no Brasil. O automobilismo por aqui, se não é rico, tem certo vigor. Em fim de semana de campeonato paulista, 150 carros se empilham em Interlagos para correr em sete ou oito categorias. Há provas de Porsche, Maserati, monopostos, tem Stock, Truck, Renault.

Interlagos está mesmo precisando de uma folga. E com pistas espetaculares sendo construídas por aí, a F-1, daqui a pouco, vai ver o Brasil como um estorvo. A não ser que alguém erga um autódromo mais adequado ao século 21. Interlagos, infelizmente, não é e nunca será.