DA FORÇA DA GRANA – 23/11/2006

Começaram a derrubar tudo em Ímola. O GP de San Marino foi excluído do calendário da F1 de 2007, mas deve voltar em 2008. Ninguém gastaria 10 milhões de euros para fazer tudo de novo sem a garantia de uma corridinha que dá dinheiro. E já que vão mexer mesmo, o traçado poderia ser redesenhado. Depois de 1994, Ímola transformou-se no circuito mais chato do mundo. Mais difícil de passar do que Mônaco e Hungaroring. Mas duvido que façam algo.

Já derrubaram bastante coisa em Spa, pelo que fiquei sabendo. Boxes lá de cima, boxes cá de baixo (os que eram usados pela F3000), centro de imprensa, o terraço na La Source… O GP da Bélgica volta no ano que vem. Como de costume, estragaram uma curva legal, a Bus Stop. Que, na verdade, já tinha sido estragada tempos atrás. Agora vai ficar um pouco pior. Mas tratando-se de Spa, a Bus Stop é o de menos. A parte boa (ainda) permanece.

Ímola e Spa, na infra-estrutura, ficarão melhores. Boxes mais amplos, instalações mais modernas e adequadas para jornalistas e convidados, é a marcha do progresso.

Mas dirigentes fazem muitas bobagens. O traçado histórico e único de Hockenheim, por exemplo, foi mutilado, ficou besta e comum. O misto de Indianápolis é de uma pobreza de dar dó. Fuji, pelo que vi, não se compara aos desafios de Suzuka.

Não precisa ir longe. Interlagos, que tinha um dos desenhos mais belos e seletivos do mundo, converteu-se numa minipista sem curvas de alta que, se não é completamente ruim, está a léguas de distância do que foi um dia. E Jacarepaguá… Bem, sobre Jacarepaguá, não há muito o que dizer. O traçado original era excelente em todos os sentidos. Técnico, difícil, de ótima visibilidade para o público. Foi destruído. O lugar onde a Stock correu domingo não merece ser chamada de pista. É um lixo, apenas.

C’est la vie. Enquanto uns vão abaixo, outros surgem. Da última safra da F1, Sepang, Xangai e Istambul são autódromos excelentes, interessantes e luxuosos. Paul Ricard, que não está mais no calendário, e Jerez, fora há anos, também melhoraram com o tempo. Os padrões são outros. Mas no Brasil está tudo parado. O pouco que há vai-se estragando aos poucos.

É bom abrir o olho. Não se faz automobilismo sem autódromo.

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