O PRIVILÉGIO DE VER PIQUET – 29/11/2007

Nelson Piquet resolveu se divertir. A carreira do filho está bem encaminhada e ele será anunciado, mais dia, menos dia, como titular da Renault para 2008. Sua parte de pai ele já fez. Monitorou cada passo do rebento no kart, na F-3 aqui e na Inglaterra, na GP2. Depois, articulou seu ingresso na F-1. Formou um piloto com currículo e talento. Agora é com ele.

Hora de voltar a correr, então. Aos 55 anos, o tricampeão anunciou nesta semana que vai disputar a versão brasileira da GT3, categoria que estreou por estas bandas neste ano ainda de maneira tímida, mas com um cartão de visitas respeitável: o elenco de carros.

São eles, por enquanto: Lamborghini Gallardo, Ferrari F430, Porsche 997 GT3, Dodge Viper, Corvette, Aston Martin DBRS9, Jaguar. É um time e tanto. Pena que nesta temporada os grids foram magérrimos, com não mais do que 12 largando. Oficialmente, faltavam carros à venda no mercado europeu, onde a GT3 tem vários campeonatos.

Nelson escolheu para correr em 2008 o Ford GT, uma recriação do mítico GT40 que a fábrica de Detroit projetou nos anos 60 para derrotar a Ferrari em Le Mans — e conseguiu. É lindo de doer. Ele já tem um, de rua.

Espera-se que no ano que vem mais gente participe. É uma brincadeira cara, para pilotos milionários, nem todos do mesmo nível, mas aos olhos de quem gosta de automobilismo, isso não importa.

Num país em que a única alternativa de corrida é a Stock Car com suas bolhas desconjuntadas, a GT3 surge como um alento. E com um tricampeão como Piquet envolvido, a perspectiva de crescimento é das melhores.

Neste fim de semana, em Interlagos, a categoria encerra sua curta temporada 2007. É uma chance de ver de perto as supermáquinas em São Paulo em rodada dupla, no domingo. Os treinos acontecem no sábado.

Provavelmente o autódromo estará às moscas, porém. O automobilismo tem sido pessimamente administrado no Brasil e com exceção da Stock e da Truck, com seus eventos corporativos, não tem público. Piquet pode ajudar nisso, também. Vê-lo correndo é um privilégio. Nelson merece casa cheia, sempre.

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