24 HORAS – 23/12/2011

Dias 28 e 29 de janeiro, é isso? Creio que sim. Não sou bom de datas passadas, que dirá das futuras. Mas é por aí, se forem, 28 e 29 de janeiro, um sábado e um domingo, é isso mesmo, 28 e 29 de janeiro.
Vai haver uma corrida de 24 horas de duração em Interlagos, convenientemente chamada de 24 Horas de Interlagos. Spa faz as suas 24 horas. Nürburgring também. Le Mans tem a mais famosa de todas. Todos os anos acontece uma prova de 24 horas nessas pistas históricas. Em Interlagos, a frequência não é tão grande. Teve uma em 1960, outra em 1961, uma terceira em 1966 e a última em 1970. Vai ter outra em 2012.

Como talvez alguém saiba, sou metido a correr de carro. Corri de DKW e corro de Lada. São bons carros. Nessas 24 horas de 1960, 61 e 66, havia DKWs. A Vemag tinha uma ótima equipe de competições. Meu DKW era uma homenagem aos carrinhos brancos da Vemag. Digo “era”, porque ele não corre mais. Está num museu em Passo Fundo ao lado de carros de corrida importantes da coleção de Paulo Trevisan, um cara que zela pela memória do automobilismo nacional. Hoje corro de Lada, soviético, austero, altivo, incorruptível.

Pois bem, vou correr as 24 Horas de Interlagos. Claro que ninguém corre 24 horas seguidas, e por isso fizemos uma equipe. Seremos em oito. Piloto de verdade, só um. Ou uma, a Cristina Rosito. Os demais, somos pilotos de carros antigos nos finais de semana e beberrões nos dias úteis. Tem o André e o Xupisco, que correm de Chevette; o Carcamano, de Fiat 147; o Tranjano e o Chuat, que andam de Passat; e o Gaydarji, um descendente de ucranianos com são-bernardinos, que um dia vai correr no carro que está construindo na casa dele. E eu, claro.

Enfim, somos todos loucos. Mas sabemos guiar carros de corrida, conhecemos a pista, temos capacetes bonitos, Hans, camisetas de Nomex, alguns macacões meio puídos e os tempos de volta previstos para os carros que o regulamento aceita estão até acima daquilo que costumamos virar em Interlagos. Estão falando em 2min10s, 2min12s. Meu Lada vira 2min15s. O Trovejante Anil, que vem a ser o Passat do Tranjano, vira 2min05s, me disseram.

Arrumamos um Gol Bolinha. É o Gaydarji, que obviamente não se chama Gaydarji, é outro nome que ninguém sabe escrever, quem foi atrás do carro, dos mecânicos e dos equipamentos básicos. Parece que teremos equipamento de rádio, telemetria, transmissão ao vivo pela internet de dentro do Gol Bolinha, motorhome e mulheres lindas que nos intervalos entre uma tocada e outra nos farão massagens e nos alimentarão com frutas frescas, como uvas e morangos com chantili. Pelo menos é o que imagino.

Fechamos todos os detalhes nesta semana num boteco da Vila Madalena. Quando começamos a discutir metas, nosso primeiro objetivo era terminar a corrida e o segundo, chegar entre os 20 primeiros, mesmo sem saber quantos largarão. No fim da noite, estávamos nos hostilizando mutuamente em voz alta, e o objetivo de cada um passou a ser, apenas, ser mais rápido que o outro.

Serão 24 horas divertidíssimas. Espero, sinceramente, que a história das massagens, das uvas e dos morangos se confirme.

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