SEIS CAMPEÕES, 14 TAÇAS – 02/12/2011

Vejamos. Sete títulos de Schumacher, dois de Alonso, dois de Vettel, um de Button, outro de Hamilton e mais um de Raikkonen. Serão seis campeões mundiais e 14 taças na pista no ano que vem. Nada mau. Não sei se isso já aconteceu antes, tantos campeões em atividade, tantos títulos pingando na área, mas desconfio que não.

E tal estatística nem é tão importante assim. Porque já aconteceu, sei lá, de Senna, Prost, Piquet e Mansell estarem todos juntos num mesmo campeonato, mas sem que todos tivessem chances de vitória. Só que em 2012, forçando um pouco a barra, dá para dizer que todos estão bem, em forma, e podem brigar pau a pau e coisa e tal.

Forçando mesmo, porque sendo muito honesto, não é possível afirmar que Kimi vai chegar chegando, arrebentando a boca do balão. Schumacher também não é o mesmo, embora esteja longe de ser um ex-piloto em atividade como muita gente no Brasil gosta de dizer — e eu fico com vontade de retrucar “é, bom é o Barrichello”, mas é só para provocar, porque também não acho que Rubens seja um ex-piloto em atividade.

É uma turma boa, mas para que saiam penas dessa rinha é preciso que as equipes ajudem. A Red Bull virá forte, com essa ninguém precisa se preocupar. A McLaren terminou bem o ano, deve seguir nessa toada. A Ferrari, bem, não é possível, com o dinheiro que tem, que faça outro carro ruim. A Mercedes jura que agora vai, e a Lotus (a velha Renault) pode dar uma sorte danada, descobrir algo sensacional e inovador, e quem sabe.

Na verdade, é mais uma torcida do que um prognóstico. O mais provável é que nada disso aconteça. Cinco equipes competitivas num campeonato só é sonho de várias noites de verão, mas o fato é que toda essa turma já carregou o número 1 no bico, e portanto sabe como ganhar corridas e campeonatos.

Não creio que Raikkonen vai ter grande dificuldade para se readaptar à F-1. Quando ele estreou pela Sauber, tinha no currículo pouco mais de 20 corridas de carro, e não tinha andado com nada muito mais potente que um estridente kart dois tempos. Ele era bom, mesmo, e até onde se sabe ninguém desaprende tudo em dois anos. O moço é jovem, tem o pé pesado, deve bastar.

E pode ser que a esse grupo de laureados se juntem outros para bater roda, gente como Massa, Webber e Rosberg, os dois primeiros com currículos razoáveis, o terceiro que já está na hora de deixar o ar blasé de lado para ganhar uma corridinha um dia desses.

Assim, que fiquemos todos animadíssimos para a temporada de 2012, já que a de 2011 começou muito bem, com provas malucas e desembestadas, mas terminou modorrento e previsível, quando todo mundo aprendeu a usar as asas móveis e entendeu os pneus Pirelli, e aí já era tarde porque Vettel e a Red Bull já haviam engolido a concorrência.

Sim, vai ser uma grande temporada, a próxima. Falo isso todos os anos, diga-se. E quase nunca é.

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