Montadoras dizem ter plano para assumir a F-1 – 14/04/2002

Cinco representantes das montadoras de automóveis envolvidas na F-1 se reuniram em Imola no sábado para definir os destinos da categoria. Após o encontro, o grupo liderado pelo principal executivo da Fiat, Paolo Cantarella, informou que continua de pé a ideia de criar um campeonato próprio a partir de 2007, quando termina a validade do Pacto da Concórdia. O Pacto é um documento assinado por todas as equipes que rege o Mundial de F-1 em seus aspectos comerciais, políticos e econômicos.

As montadoras já formaram uma empresa para fazer o novo campeonato, a GPWC (Grand Prix World Championship). Mas ela foi criada, no ano passado, em um momento político diferente do atual. As fábricas estavam preocupadas com o domínio comercial da F-1 pelo grupo alemão Kirch, dono de 75% dos direitos comerciais da categoria.

O Kirch quebrou na semana passada, porém. Agora, sua participação na F-1 está nas mãos dos bancos credores do grupo. As montadoras disseram que aceitam negociar com os bancos. “Vamos examinar qualquer proposta, desde que sejam consistentes em seus objetivos”, falou um dos dirigentes na Itália. Caso não haja negociação, a “nova F-1” sai do papel e a F-1 atual vira mico nas mãos dos credores de Leo Kirch.

O grupo das montadoras, representado por Burkhard Goschel (BMW), Jurgen Hubbert (Mercedes), Wolfgang Reitzle (Ford), Patrick Faure (Renault) e Luca di Montezemolo (Ferrari), anunciou as decisões tomadas em Imola em quatro pontos: 1) as fábricas querem um envolvimento maior no campeonato; 2) querem oferecer melhores condições econômicas para as equipes; 3) querem um Mundial estável em termos de regulamento e finanças; e 4) querem ampla cobertura mundial por TV aberta.

A F-1 do futuro seguirá essas diretrizes, seja com esse nome, seja como GPWC. Qualquer negociação com os credores de Kirch incluem esses itens. O grupo já se reuniu com as equipes existentes em novembro e vai fazer outra reunião no verão europeu para lhes apresentar detalhes contratuais e propostas econômicas. As montadoras informaram também que já têm pré-contratos com 23 circuitos e promotores de corridas para seu campeonato.

Resumo: ou a parte de Kirch vai para as mãos das montadoras, que assumem a F-1 de vez, ou a F-1 como se conhece hoje morre e um novo campeonato, organizado e dirigido pelas fábricas de automóveis, nasce em 2007. Com Ferrari, McLaren, Williams, Renault, Jaguar e quem mais quiser se submeter a suas regras.

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