Vai ter que me engolir! – 26/06/1998

Bem que eu desconfiava. Quando embarquei quarta-feira para a França (tem corrida aqui amanhã, caso você não se lembre) e vi que o avião que me levaria a Paris era o mesmo que trouxe a seleção, todo pintado, cheio de estrelas e escudos da CBF, antevi que a viagem seria longa e cheia de sobressaltos. No meu cartão de embarque, estava lá: poltrona 10C. Não se assustem. Nunca viajo de executiva, mas tinha gente demais e lugares de menos, e por isso me mandaram para a frente. O que foi, de certa forma, muito bom, visto que me livrei de pandeiros, tamborins e de uma turba carregando sacolinhas de agências de turismo com inscrições rumo ao Penta, vamos lá Brasil, todos vestindo camisetas amarelas compradas em camelôs.

(Aliás, aqui vale um parêntese. Essa horda de torcedores brasileiros que está na França para ver a seleção não é representativa do país. É uma classe média meio boba e desocupada que nunca entrou num estádio na vida, nunca foi ao Morumbi ou ao Pacaembu, não sabe gritar, torcer ou cantar, novos-ricos deslumbrados que compram cinzeiros no formato da Torre Eifel e são incapazes de falar bom dia em língua nenhuma, nem em português, e se acham divertidos e engraçados, quando na verdade são medíocres e deprimentes com suas caras pintadas e um falso entusiasmo estampado no rosto, porque qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico se recusa a torcer por esta seleção sem alma comandada por um técnico cujo maior prazer é ser engolido.)

Mas voltemos ao avião. Aboletei-me na 10C, corredor, primeira fileira da segunda cabine da executiva, e ao meu lado havia uma senhora gaúcha que tinha uma amiga viajando em outra fileira, mais à frente, a quem gentilmente cedi o lugar para que pudessem ficar juntas, daí ter terminado, eu, na poltrona 8C, primeira cabine, corredor, não-fumante, ao lado de uma gorda de cabelos chanel e roupas pretas que só comia frutas e tinha até um certo ar intelectual, desfeito no exato momento em que pediu corn-flakes para a aeromoça com uma pronúncia horrenda, não era mais fácil dizer flocos de milho ou cereais?

Dormi mal durante o voo, o que é raro, e tive até alguns pesadelos, sonhei com cuícas e perucas verde-amarelas que se transformavam em monstros fanhosos gritando vai ter que me engolir!, enquanto eu corria e dava de cara com o Junior Baiano puxando minha camisa e o Dunga pronto para me acertar uma cabeçada.

Ao chegar a Paris, liguei de imediato para alguns amigos no Brasil que pesquisaram nos jornais da época do embarque da seleção e descobriram que:
1) na poltrona 10C, onde eu deveria originalmente ter viajado, sentou o Dunga, ao lado do Romário, que exigiu a janelinha. Fiz bem em trocar, foi o que pensei na hora.
2) na 8C, onde acabei ficando ao lado da gorda chanel, veja só, quem viajou foi o Zagallo, tendo o Zico à esquerda, o que explica os sonhos medonhos com o monstro fanhoso.

E eu resolvi que:
1) vou torcer para o Chile hoje, porque com alguma sorte volto segunda-feira no mesmo vôo que essa seleção sem caráter e encontro o Zagallo na mesma 8C de agasalho azul e boné, aquele modelito aposentado-que-anda-todo-dia-no-calçadão-da-avenida-Atlântica.
2) e, se tiver a oportunidade, vou dizer a ele você vai ter que me engolir, por 11 horas seguidas, até ele enlouquecer de vez e deixar o futebol brasileiro em paz.
Quanto à corrida de amanhã, creio que o Schumacher vence, porque ele é um cara que leva o esporte e sua profissão a sério e nunca me pareceu entediado por ter de disputar um GP, ao contrário desse bando de jogadores enjoados e mal-humorados e que parecem estar fazendo um grande favor à nação disputando a Copa.

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AS TARTARUGAS DA ÍNDIA – 24/12/1998

Não há muito o que comemorar numa virada de ano, exceto a esperança de que as coisas vão melhorar. O que é de uma enorme ingenuidade, já que nada indica que a passagem de um ano para outro seja capaz de mudar essencialmente alguma coisa, a própria contagem dos anos já é algo arbitrário e fictício, estamos em 1998, como poderíamos estar em 10 bilhões e 245 milhões, dependendo da data inicial escolhida, do marco zero da história do universo e da humanidade, algo jamais precisado por cientista nenhum.

Olhando para trás, 1998 não deve deixar muitas saudades. O mundo continua miserável e violento, cidades foram bombardeadas sem mais nem menos, furacões devastaram países pobres e infelizes, tragédias de todos os tipos se abateram sobre este planeta imperfeito e cruel.

Ontem à noite eu assistia a um documentário sobre tartaruguinhas da costa da Índia, foi a única alternativa televisiva a um programa abominável da Xuxa. Elas nascem dos ovos enterrados na praia por suas mães, que voltam ao mar para nadar e comer até morrer um dia, e nunca conhecem seus filhotes. Estes nascem e se arrastam pela areia até a água, em sua primeira grande travessia, apenas alguns metros que representam a fronteira entre a vida e a morte.

Chegar ao mar é a vida, sucumbir ao cansaço na areia é a morte. Milhares de tartaruguinhas, num espetáculo monumental, rumam para o oceano, sem medo do desconhecido, em silêncio, sem testemunhas. A visão de sua batalha precoce e vital me convence que a vida, seja ela de uma tartaruga, de um antílope ou de um presidente da república, tem exatamente o mesmo valor. Nós, presunçosos que somos, é que atribuímos pesos aqui e ali.

Assim, morrerem centenas de iraquianos em Bagdá não nos diz respeito, mas se for um cantor sertanejo queimado numa BMW, derretemo-nos em lágrimas. Dezenas de retirantes despencando para a morte num precipício no sertão da Paraíba viram apenas estatística do DNER, um empresário assassinado numa esquina em São Paulo vai para a capa das revistas.

É um mundo injusto e desigual, o nosso. Por isso não há muito o que festejar na passagem de 1998 para 1999, ou para 2000, ou para 2001. Melhor seríamos se pensássemos e nos comportássemos como as tartarugas. Elas se arrastam pela areia para viver sem precisar matar ninguém. Não há competição contra seu semelhante, apenas a luta pelo direito de nadar e comer e morrer um dia.

E a troco de quê, cara-pálida, caro colunista de Fórmula 1, você está dizendo essas coisas? A troco de nada, nada há a dizer sobre Fórmula 1 entre o Natal e o ano-novo, e a gente diz mesmo um monte de besteiras nesta época do ano. Decidiu-se que uma vez a cada 12 meses devemos parar para pensar, refletir, essas coisas.

Alguns, como eu, pensam e refletem sobre tartarugas da Índia.

Feliz 1999.

AS BOAS IMPRESSÕES – 18/12/1998

Muito bem, os motores se calaram. Agora, só em 99. Desta semana, fica a boa impressão no ar deixada pela BAR. Um carro bonito, bem construído, que andou muito rápido logo no seu terceiro dia de vida.

Além disso, dizem, os caras compraram um motorhome de dois milhões de dólares. Um luxo, diria aquele apresentador pateta de TV. Para mim é ótimo, já que tem piloto brasileiro na parada, devo almoçar na BAR o ano inteiro em 99.

Boa impressão também deixou o Zanardi. Está certo que andou sempre um segundo atrás do Ralf, mas soube que a equipe ficou encantada com o esforço do italiano. Todo dia, depois dos testes, ele se enfurnava no caminhão da Williams e lá ficava quatro, cinco horas falando sem parar com os engenheiros.

Zanardi voltou à F-1 com pose não de bicampeão da Indy, mas de um humilde estreante. Fala pelos cotovelos, pergunta tudo, mexe aqui, mexe ali, está a fim de trabalhar. Villeneuve e Frentzen, na Williams, chegavam aos testes bufando e voltavam para o hotel antes de desligar o motor.

Esse espírito zanardiano deverá ser uma atração em 99. Tomara que seja. A F-1 precisa de alguns operários em meio a tantas estrelas de brilho apenas duvidoso. Sua chegada vai dar um novo oxigênio à Williams, sempre tão britânica e empolada. Mesmo com Ralf andando à frente nestes primeiros testes, não tenho dúvidas de que Alessandro, até o campeonato começar, já estará vivendo no coração dos mecânicos e engenheiros do time.

E para terminar, é bonito ver a motivação de Damon Hill. Aos 38 anos, o mais velho da F-1 parece um garoto treinando sem parar, fazendo planos, pensando em vitórias. Tudo isso me leva a imaginar que o Mundial do ano que vem vai ser bacana.

Fim de ano é assim mesmo. A gente esbanja otimismo.

ALGUMAS CONCLUSÕES – 11/12/1998

Algumas conclusões que podem ser tiradas destas duas semanas de testes pré-temporada 99, em Jerez e Barcelona, embora nenhum carro novo tenha ido para a pista:

1) A disputa do título vai ficar de novo entre Schumacher e um dos dois da McLaren, aquele que começar melhor a temporada.

2) Frentzen parece ter recuperado a motivação na Jordan e, com Hill, formará uma dupla muito forte. A Jordan vai lutar por vitórias em igualdade de condições com a Williams – ou seja, quando McLaren e Ferrari quebrarem, quem vai beliscar o degrau mais alto do pódio serão as duplas desses times.

3) Diniz e Zonta vão lutar pelo posto de melhor brasileiro no ano. Rubinho tem poucas chances numa equipe ruim.

4) A BAR deverá repetir, como estreante, o que a Jordan fez em seu primeiro ano de F-1, em 91. Montada na grana, será presença constante na zona de pontos. Isso porque a concorrência – Prost, Minardi, Stewart e Arrows – é muito fraca.

5) A Bridgestone será esculhambada dia sim, dia não. Como única fornecedora de pneus da categoria, resolveu impor limite de testes e tem tido um comportamento ranzinza. Terça-feira, por exemplo, não cedeu pneus para o shake-down da BAR alegando que aquele, em Silverstone, não era um teste coletivo. Faz falta uma boa concorrência de vez em quando.

6) Zanardi vai sofrer muito mais do que imaginava nas mãos de Ralf Schumacher e da prepotente mídia inglesa, que adora espinafrar a Indy e todos aqueles que vêm de lá.

7) A silly season, temporada dos boatos, vai começar mais cedo do que nunca. Isso porque no fim de 99 acabam os contratos de Hakkinen, Coulthard, Irvine, Fisichella, Wurz, Barrichello, Hill, Panis e Trulli, e no ano 2000 chega a Honda com sua equipe própria.

Por enquanto não dá para dizer muito mais do que isso. Semana que vem os carros voltam a testar em Barcelona, de 15 a 17. A BAR vai finalmente andar diante do olhar curioso de todos. Uma boa chance para ver de perto o que o dinheiro pode fazer em curto prazo na F-1.

GENTLEMEN, START YOUR ENGINES! – 04/12/1998

Pouco mais de seis anos atrás, cheguei ao controle de passaportes no aeroporto de Nova York com a cara amassada de tanto avião. Eu estava vindo da Itália, via São Paulo, e pisava em solo americano pela primeira vez. Os Estados Unidos nunca me atraíram, mas apesar disso eu estava animado com a pauta dos dias seguintes: cobrir as 500 Milhas de Indianápolis.

O meu visto de entrada, na época apenas um carimbo, estava incompleto. O funcionário do consulado esqueceu de escrever uma letra qualquer, B1, C5 ou L29, algo assim, e o sujeito não queria me deixar entrar. Fui para uma salinha, aquele constrangimento típico pelo qual passam cidadãos de países que os americanos não sabem direito onde ficam – quase todos.

Depois de uma meia hora, um policial gordo e suado me chamou para uma rápida entrevista, perguntou o que eu vinha fazer na América (odeio esse negócio de chamar os EUA de América, mas vá lá) e eu respondi que ia a Indianápolis. Ah, você é piloto?, perguntou.

Serão dias difíceis, pensei com meus botões. Expliquei que não, que era jornalista, que estava lá por obrigação, que a culpa de o carimbo estar incompleto não era minha e que se ele quisesse me dar um visto de cinco dias, tudo bem, porque eu ia embora cinco dias depois, mesmo. E foi o que ele fez.
Assim cheguei à América. Enfiei-me num Days Inn em Indianápolis, aluguei um carrão parecido com o do Kojak e decidi deixar a má-vontade de lado, senão seria muito duro aguentar as patuscadas ianques. Fiz bem. Passei a comer panquecas com melado de manhã e a tomar Dr. Pepper, o pior refrigerante de todos os tempos.

Foi a decisão mais acertada, porque só assim para entrar no clima das 500, a corrida mais espetacular do universo. Naquele ano ganhou o Al Unser Jr., com o Scott Goodyear a um microlésimo de segundo, uma chegada sensacional. Visitei o Museu, andei na pista com o James Gardner guiando o pace-car, ganhei moletons e bonezinhos e ainda tomei várias Miller geladas na sala de imprensa, um bangalô com dois aparelhos de televisão cheio de velhinhos simpáticos.

Voltarei a Indianápolis no ano 2000, agora para ver de perto a F-1 correndo lá. Parece um sonho. Encontrarei os mesmos velhinhos, espero, e o mesmo entusiasmo daquele público louco que pede para as meninas mostrarem os peitos nas largas avenidas que levam ao Speedway. E elas mostram. Vou comer asinha de frango no Rooters da Central Station e paquerar as meninas de shorts cor-de-laranja e camisetinhas brancas, tomando cerveja de jarra. Vou rever a América, bem longe de Miami e adjacências, num lugar onde só tem caipira e gente boa.

E vou escovar os dentes com Crest, um dos maiores orgulhos de Indianápolis, ao lado do fato de ter sido a cidade onde Elvis Presley fez seu último show. É ou não é um barato? Welcome, race fans! Gentlemen, start your engines!

PRESTAÇÃO DE CONTAS – 27/11/1998

Antes que 99 comece, e começa terça-feira com os primeiros testes em Barcelona, sinto-me na obrigação de prestar contas de algumas tantas bobagens que escrevi ao longo do ano, exercendo o sagrado dever do jornalista especializado em F-1, qual seja: tentar adivinhar o futuro, selecionar, entre as centenas de notícias atravessadas e especulações que chegam a sua mesa, aquelas mais verossímeis, prováveis, etc. e tal.

A maior barca furada de todas foi a história de que a Volkswagen estava com um pé na F-1, através da Audi. Para quem não se lembra, no meio do ano os alemães compraram do grupo inglês Vickers um pacote de empresas que incluía a Rolls-Royce e a Cosworth. Era um prato cheiro, principalmente porque a Audi concorre com BMW e Mercedes e seria de bom tom brigar com as duas na mesma arena.

Mas eis que alguns meses depois a VW, que havia repassado a Cosworth para a Audi, resolve revender a companhia para a Ford, parceira de três décadas. E foi para o espaço a história.

Dei algumas dentro, também, como escalar o Villeneuve para a BAR um ano atrás. Isso estava meio na cara que ia acontecer. Foram na mosca, igualmente, os tiros Diniz-Sauber e Zonta-BAR. Mas passei longe do alvo ao levar um pouco a sério demais a história do Rubinho na Williams.

Houve mais um erro que quase foi acerto, o caso Zanardi-Ferrari, negociado em absoluto segredo durante meses, enquanto a McLaren assediava Schumacher. O time italiano precisaria de alguém de impacto se o alemão aceitasse a proposta milionária da Mercedes. Alessandro, há dois meses, confirmou que teve vários encontros com os dirigentes de Maranello, que cessaram no exato instante em que Michael renovou seu contrato até o ano 2002.

No balanço final, pois, o de sempre: erros e acertos, mais ou menos na mesma proporção. Faz parte da F-1 esse vaivém de informações nem sempre muito confiáveis. Não chega a ser nenhum pecado, nada que mude o destino do mundo. Quando a gente compara nossa silly season, a temporada dos boatos, com os grampos e dossiês que circulam por aqui, parece brincadeira de criança.

AS CARAS NOVAS – 13/11/1998

Não tenho o hábito de ficar fazendo previsões sobre o futuro dos pilotos brasileiros que aparecem com destaque nas categorias menores. Eles surgem aos borbotões, todos os anos, desde que me conheço por gente. A imensa maioria, senão todos, fica pelo meio do caminho. Traduzindo, para quem não gosta de meias-palavras: fracassa onde realmente importa, na F-1 e na Indy, para não ser muito rigoroso.

A lista é gorda. Christian, Moreno, Gugelmin, Serra, Negri, Gil, Barrichello, Rosset, Gualter, só para ficar nos que me vieram à cabeça nos últimos dez segundos. Nenhum desses, por razões que vão desde a incapacidade propriamente dita até o azar de escolher sempre a equipe errada na hora errada, vingou. E sofrem cobranças indevidas por conta de um passado do automobilismo brasileiro que não lhes pertence mas que, quando a conveniência recomenda – na hora de descolar um patrocínio, por exemplo -, é prontamente incorporado aos seus currículos.

Na verdade, o Brasil não é esse espanto todo na formação de pilotos. Essa história de celeiro de talentos é pura cascata nacionalista. A rigor, o país teve três caras excepcionais e um que não teve tempo de chegar lá porque morreu num acidente de avião. Nem precisa, mas se vocês querem os nomes, são os de sempre: Emerson, Nelson e Ayrton, os três ons, e o Pace.

O resto é mais ou menos parecido com o que sai das fornadas inglesas, alemãs, italianas, francesas, americanas, argentinas, australianas, belgas, holandesas e canadenses. O diferencial, muitas vezes, que resulta num título ou numa boa fase de vitórias, é a tal da oportunidade, da sorte, da competência para achar um cockpit razoável para sentar e mostrar serviço.

Vem aí uma nova geração para as viúvas do Tema da Vitória depositarem suas esperanças. Haberfeld, Bernoldi, Burti, Zonta, Pizzonia, Kanaan, Da Matta e Wilson são os que estão em maior evidência. Ganharam, ou quase, campeonatos aqui e acolá na F-3, na Indy Lights, na Vauxhall, na F-3000 e por aí afora. Um ou outro pode acabar vingando. A maioria, que ninguém se iluda, vai sucumbir.

Os brasileiros não possuem o monopólio das vitórias no exterior, apesar das mais de 100 neste ano, sem dúvida uma marca expressiva, mas que está longe de representar uma garantia de dias gloriosos pela frente. Há outros tantos de vários países que também conquistaram títulos e ganharam corridas, e nem por isso são considerados fenômenos de pilotagem.

Por hora, é bom ficar de olho no Zonta e no Kanaan. É um bom começo, são dois exemplares bem-acabados de uma nova geração profissionalizada e concentrada em encontrar caminhos pouco duvidosos. Os demais têm os anos pela frente para provar que estou errado e que esta é mesmo a pátria sobre rodas, como já se chegou a dizer. E enquanto isso não acontece, sejamos sensatos e continuemos admirando Schumacher, Hakkinen e Zanardi, rapazes que não falam uma palavra sequer em português.