SCHUMI E RONALDINHO – 06/11/1998

E não é que Schumacher deu uma de Ronaldinho? Amarelou na decisão. Bem na decisão! Podem procurar a explicação que quiserem, mas o fato é que o alemão errou e por isso perdeu o campeonato. Na hora em que seu carro deu um pulinho para a frente e ele balançou a cabeça praguejando contra si próprio o título foi embora. Foi a imagem mais significativa do GP do Japão. Quem já levou bomba em exame de auto-escola sabe direitinho o que aconteceu dentro daquele cockpit. Mal comparando, é como deixar escorregar o pé da embreagem na hora de sair em primeira. Acontece. Nem por isso Michael deixou de ser o melhor do mundo. Acontece.

Claro que os torcedores da Ferrari vão caçar seus demônios nos próximos quatro meses, até começar o Mundial de 99. Os mais ferrenhos defensores de Schumacher jamais vão admitir que o piloto errou. Irão sempre jogar a culpa em meia dúzia de mecânicos ineptos que demoraram para refrigerar o motor antes da segunda largada, o que superaqueceu o próprio e o delicado sistema de embreagem do carro vermelho.

Pode até ser, mas o fato é que de 21 carros no grid, só dois empacaram com problemas semelhantes, o de Schumacher e o de Herbert.

Na verdade, Schumi estava tenso, carregava sob seu capacete espelhado a responsabilidade de realizar o sonho de milhões. Como Ronaldinho no dia da final da Copa. Num determinado momento, essa tensão explode. No caso do centroavante da seleção, o sintoma visível foi uma convulsão. No caso do ferrarista, um motor apagado.

São faces da mesma moeda. Superatletas são expostos a uma pressão que nós, pobres mortais, jamais suportaríamos. Erros em corridas de F-1 são incontáveis em seu quase meio século de história. De uma certa forma, são alentadores. Ainda há no esporte, mesmo num esporte tão sofisticado e mecanizado como a F-1, o fator humano a decidir, a variável que computador nenhum é capaz de controlar.

Parabéns, pois, a Schumacher. Que errou e, embora não tenha admitido de público, assumiu intimamente a bobagem quando balançou a cabeça. As câmeras de TV o flagraram. Poderia ter assumido, não faria a menor diferença. Mesmo assim, sabendo que tudo estava perdido, lutou até o fim. E, quando a corrida acabou, cumprimentou o campeão, num gesto que muita gente considerou puro marketing pessoal mas que eu, na minha santa ingenuidade, achei muito bonito.

E parabéns a Mika, legítimo vencedor não de um Campeonato Mundial de F-1, mas sim de uma batalha pessoal que parecia perdida quando encontrou o muro em Adelaide, três anos atrás. Sua recuperação foi uma lição de perseverança, dessas que talham os verdadeiros campeões.

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RESUMO DE UMA TEMPORADA – 30/10/1998

Fiz umas contas por alto e concluí que neste ano viajei por 14 países diferentes, fiquei 434 horas dentro de aviões, o que dá mais ou menos 18 dias inteiros, estive em quatro continentes e comi 57 espaguetes à carbonara. É uma maneira de resumir uma temporada de Fórmula 1.

Outra seria: aluguei 14 carros, passei 12 vezes pela alfândega em Frankfurt e briguei quatro vezes em balcões de companhias aéreas. Devo ter ficado pendurado no telefone umas 80 horas, contando as transmissões de rádio e a saudade de casa, e deixei de almoçar 24 dias porque estava escrevendo na hora em que todos comiam.

Poderia também contar que nesta temporada ganhei duas corridas de kart e perdi uma, dormi em hotéis bons e pensões antigas, em casas de amigos, outras alugadas, em camas de casal e em quartos de criança. Quebrei um gravador, queimei dois transformadores e usei só quatro fitas cassete.

Não vi meu filho nascer porque estava na Alemanha, não fui a casamentos, batizados e aniversários porque estava na Hungria, na Bélgica ou na Itália. Deixei de ver jogos da Portuguesa que amaria assistir porque na hora dormia apertado na poltrona de um Boeing qualquer e não pude fazer um churrasco no dia da final da Copa porque estava na Inglaterra.

Em compensação, nessas mesmas poltronas apertadas li Saramago, Nelson Rodrigues, li um livro genial chamado Nem Mesmo Todo o Oceano, me desculpe o autor, esqueci o nome, li Roberto Drummond, Rubem Fonseca, Marcelo Rubens Paiva, João Ubaldo.

Outros poderiam contar a temporada de outra maneira, algo como reagi a partir da Argentina, testei mais de vinte mil quilômetros, subi ao pódio em Monza diante de uma multidão em delírio, ganhei trinta milhões de dólares e lutei pelo título até a última corrida. Ou, ainda, venci em Mônaco, fui recebido pelo príncipe Albert, cheguei em primeiro duas vezes na Alemanha, casei escondido para fugir da imprensa, cheguei ao Japão na frente no campeonato.

Há modos e modos de ver a vida e de viver. Amanhã isso tudo acaba e só recomeça em março do ano que vem. Os pilotos correndo atrás de suas vitórias, eu correndo atrás deles, o mundo girando como sempre girou, e todos nós deixando coisas pra trás, construindo um passado para, um dia, poder lembrar dele.

SOU NEUTRO – 23/10/1998

Um ano atrás, nesta época, eu embarcava para o Japão com os cabelos pintados de amarelo, uma brincadeira que o pessoal interpretou como uma clara opção por Villeneuve na luta pelo título mundial. Não era nada disso, embora eu tenha realmente ficado satisfeito com a vitória de Jacques, semanas depois em Jerez, pelo jeito meio cafajeste que Schumacher escolheu para ser campeão.

Neste ano, infelizmente, meus amigos japoneses e meus colegas não terão da minha parte nenhuma indicação estética, visível a olho nu, da minha preferência na decisão do campeonato. Se eu fizesse uma plástica, por exemplo, para aumentar o queixo, poderiam dizer que torço pelo alemão. Se fizesse cara de débil mental, poderiam afirmar que escolhi Mika.

Mas não é o caso. Nem o queixo avantajado de Schumacher, nem a cara de sonso de Hakkinen são fáceis de reproduzir. E, mesmo que fossem, ficaria em dúvida para escolher um dos dois.

Um título da Ferrari tem atrativos óbvios. É a única equipe do mundo que tem torcida, uma legião que se espalha pelos quatro cantos do planeta. (Por que a gente diz quatro cantos do planeta, se a Terra é redonda? Esse é um dos maiores mistérios da humanidade.) Os italianos merecem fazer festa, pela persistência do time, por seu charme incomparável, pela mística que envolve os carros saídos de Maranello.

Schumacher ganhar também é legal, afinal não sacaneou ninguém neste ano, tem jogado limpo, é um modelo de profissionalismo e esforço, além de guiar como ninguém. De vez em quando, é bom premiar o talento de um esportista.

Por outro lado, uma conquista de Hakkinen teria aquele sabor diferente do mais fraco ganhando do mais forte, em termos de piloto, claro. Mika é um sujeito bacana, honesto, trabalhador, um cara em quem ninguém apostaria um vintém cinco anos atrás. Chato seria ter de aguentar a empáfia de Ron Dennis e seu eterno ar de sabichão. Mas é um mal menor, convenhamos.

Por isso, vou neutro a Suzuka. Economizo a grana da plástica para ficar de queixo grande e não preciso ensaiar o jeito abobalhado do Mika. Tenho, sim, é que tomar cuidado para não ir jantar no restaurante onde me confundiram no ano passado com o Villeneuve e os cozinheiros e garçons tiraram fotos e pediram autógrafos – que eu, claro, dei com o maior prazer. A essa altura, já devem saber que eu era uma fraude. E a turma lá luta caratê e judô, portanto o mais prudente é ficar no meu cantinho.

ADIÓS, BUENOS AIRES – 16/10/1998

E lá vou eu para a China e para a Malásia. Adeus Buenos Aires, seus tangos, a Recoleta, o bife de choriço nas churrascarias elegantes de Porto Madero, às margens do Rio da Prata com vista para o Luna Park, palco das maiores lutas de boxe que este continente viu em sua história.

É bem provável que nunca mais eu veja o chileno gordo que ficava na recepção do Wilton Hotel, nem o velho mal-humorado que cuidava do estacionamento na rua de trás.

Da mesma forma, viram lembranças as lindas mocinhas de vestidos curtos azuis da Telefónica Argentina e os milongueiros motoristas de táxi sempre com alguma opinião na ponta da língua, fosse sobre Menem, fosse sobre o Boca, o River e Maradona.

A Fórmula 1 vai saindo de alguns países e deixando recordações. Semana passada falei de Portugal, das noites festivas de Cascais. Nesses anos todos que venho correndo atrás das corridas, igualmente para trás ficaram as colinas douradas de Johannesburgo, a sombria imagem do Soweto, os dias de folga na Cidade do Cabo, as doses de Tio Pepe nas madrugadas de Jerez, a sensualidade da Andaluzia, o frio de Donington Park, o calor escaldante de Paul Ricard.

Para trás também ficaram as garotas de shortinhos curtíssimos de Jacarepaguá, o trânsito deliciosamente caótico da Cidade do México, sua comida apimentada, as viagens de metrô até o circuito, nunca mais verei Aida, o autódromo futurista encravado num vale distante de tudo e de todos, as maquininhas de comida japonesa iluminadas por fracas lâmpadas fluorescentes.

Que venham as novas corridas, sou um cara aberto a novidades, adoro conhecer lugares diferentes, certa vez até defendi um calendário com pelo menos três ou quatro corridas novas por ano. Mas não nego que sinto saudades dos lugares em que já estive e nos quais nunca mais vou pisar. Lugares, gentes, prédios, bares, restaurantes que se transformam, tão rapidamente, em meras lembranças remotas.
Em compensação, vou ter de continuar indo a Interlagos uma vez por ano, atravessando uma cidade feia e fria, egoísta e chata como São Paulo. Essa corrida não deixaria saudade nenhuma, e não é porque moro aqui, não. O problema é que São Paulo não é mais a mesma, aliás, o Brasil não é mais o mesmo.

Perdemos nossa identidade, só nos preocupamos com geringonças importadas de Miami e carros com direção hidráulica, ar condicionado e trio elétrico. Vemos Ratinho e Xuxa na TV, consumimos brinquedos do Gugu e da Angélica e engolimos uns caras que roubam mas fazem e outros que só falam no mercado e nas taxas de juros.

Se não serve para outra coisa, a Fórmula 1 pelo menos me tira daqui 16 vezes por ano. Que me leve à China, ao Cazaquistão, aonde for. É melhor do que aqui.

DE NÚMEROS E PESQUISAS – 09/10/1998

Semana passada saiu um ranking dos melhores times do mundo e deu River Plate em primeiro e Vasco em segundo. O Brasil continua tendo, para a Fifa, a melhor seleção do planeta, embora derrotada na final da Copa pela França. A F1 Racing, revista inglesa que tem edições em alemão, holandês e português, fez uma pesquisa para chegar aos 100 maiores pilotos de todos os tempos e concluiu, entre outras coisas, que Jim Clark foi melhor que Alain Prost e que Gilles Villeneuve foi melhor que Emerson Fittipaldi.

Semana passada os institutos de pesquisas brasileiros decidiram as eleições no país em regiões cruciais, como São Paulo, e ficaram com cara de bobo no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal, no Mato Grosso do Sul e, de novo, em São Paulo. O Jornal Nacional de sábado, 3 de outubro, excluiu Marta Suplicy do pleito, afirmando que Paulo Maluf disputaria o segundo turno contra Mario Covas ou Francisco Rossi. Rossi ficou em quarto, Marta perdeu a chance de ir ao segundo turno por pouco mais de 70 mil votos, 0,3% dos eleitores do Estado. O JN tem uma audiência de 3,5 milhões de pessoas só na capital. Digamos que 2% desses telespectadores tenham decidido naquele momento em quem votar. E a eleição foi decidida assim.

Duas semanas atrás, eu mesmo me rendi aos números, debrucei-me sobre uma calculadora e conclui que Mika Hakkinen tem 83,7% de chances de ser campeão, contra 16,3% de Schumacher. Fui honesto nos cálculos, embora não seja um matemático e tenha conhecimentos apenas básicos de estatística. Mas foi só fazer contas e isso não é muito difícil. São 43 combinações possíveis de resultados (sempre considerando que do sétimo para trás vale apenas um resultado, pois resulta em zero ponto de qualquer forma) e 36 deles favorecem o finlandês. Matemática pura, conta de português.
Posso errar, é bem possível mesmo que isso aconteça. Como não sou pretensioso, não estabeleci margem de erro, nem afirmei que, baseado na minha pesquisa, Hakkinen já é o campeão e o GP do Japão nem precisa ser disputado. Tampouco estou a soldo deste ou aquele piloto para influenciar ânimos e destruir psicologicamente o adversário.

Felizmente, no meio em que trabalho, as disputas são decididas num palco bastante definido, uma pista de corrida, por adversários conhecidos de todos, o piloto A contra o piloto B, e ganha aquele que chega na frente, respeitando um determinado elenco de regras.

Infelizmente, no país onde vivo, as disputas são bem mais obscuras, seus personagens movimentam-se nas sombras – ou diante das câmeras platinadas de TV, como queiram -, nem sempre ganha o melhor, nunca se respeitam as regras.

Não importa em quem votei e não sou de chorar por derrotas, exceto as da Portuguesa. Mas domingo passado fiquei com um gosto muito amargo na boca, a sensação de, mais uma vez, ter me comportado como um otário num país de espertalhões e de gente muito, mas muito burra mesmo, que adora ser enganada para reclamar depois do imposto que sobe, do ônibus que não chega, da escola que não tem professor, do hospital sem médico, da rua sem polícia, do bolso vazio e da alma vendida ao diabo, sem que ao menos o diabo pagasse alguma coisa.

O BEM E O MAL – 02/10/1998

Como quase tudo na vida, a decisão do Mundial de Fórmula, mais uma vez, transformou-se na luta do Bem contra o Mal. Toda disputa é assim. O bonzinho de plantão agora é Hakkinen. O vilão, Schumacher. Não há nenhuma razão especial para os rótulos. Se você preferir, Mika pode ser a encarnação da Besta e Michael pode ser um arcanjo. Tudo depende do ponto de vista, das preferências pessoais.

Senna, em todas as disputas de título das quais participou, era para o torcedor brasileiro o que de mais próximo de um santo se tinha notícia. Prost merecia arder nas chamas do inferno cheirando a enxofre. No ano passado, Villeneuve esteve perto de ser canonizado e Schumacher, por pouco não foi excomungado.

Na verdade, não existe ninguém bonzinho no esporte. Só o que importa é vencer. Senna ganhou um campeonato jogando o carro sobre Prost. Para muita gente, devolveu o que o francês lhe fizera no ano anterior. Michael, todos estão cansados de saber, chegou a seu primeiro título com uma batida descarada em Hill e quase conseguiu de novo em Jerez, há um ano.

Por isso, não esperem um duelo de vestais em Suzuka. Irvine poderá ser flagrado com um tridente na mão, rabo pontudo e chifres que não será surpresa nenhuma. Como também não será surpresa se Coulthard trocar seu capacete azul e branco pela máscara de Darth Vader.

É uma luta para se apurar quem é o melhor, o mais forte, o mais capaz, o mais competente, o vitorioso. É só ele, o vencedor, que entrará para a história. Valem quase todos os meios, e quando o fim é atingido a maioria os justifica, até os perdedores.

Será assim também por aqui neste domingo. Vamos às urnas para escolher nossos vencedores. O Bem e o Mal confrontados, como desde o início dos tempos. No Brasil, o Mal vence com grande frequência. Mas somos nós os responsáveis. Brasileiro gosta de apostar na mentira, para se queixar depois, se sentir enganado.

Portanto, escolha direito. Na hora de apertar o botãozinho ou rabiscar uma cruzinha, pense bem no que estiver fazendo. Está mais do que na hora de assumirmos que o bacanal no qual este país foi transformado não é culpa dos outros. É nossa, de cada gesto, cada imposto sonegado, cada propina paga a um policial, cada sinal vermelho que desrespeitamos, cada voto errado, atitudes que nos igualam à escória no poder há séculos. Eu, que vivo em São Paulo, talvez não tenha muito do que me orgulhar em termos de escolha de meus conterrâneos nos últimos anos. Aliás, quase nada. Mas faço minha parte. Faça a sua.

NINGUÉM VAI SE MATAR POR ELES – 25/09/1998

Todo cuidado é pouco, e acho que é por isso que me impediram de entrar na Alemanha com as seis garrafas de pinga que me pediram, porque queriam fazer uma festa da caipirinha num motorhome para celebrar a última prova européia da temporada. Tive de pagar um baita imposto para liberar a aguardente, algo que se mostrou inútil uma vez que o fundo da caixa de papelão rasgou e quatro litros foram para o chão, deixando um insuportável cheiro de álcool na alfândega de Frankfurt.

Talvez tenham imaginado que eu pretendia embriagar Schumacher. Ou, então, despejar o precioso conteúdo no tanque de um dos motores Mercedes. Os alemães, em geral, são desconfiados. Vencerão o Mundial de qualquer jeito, seja com o piloto, seja com os monstros mecânicos que empurram os carros da McLaren. Não precisavam desperdiçar minha pinga.

O fato é que minha popularidade entre a imprensa internacional caiu alguns pontos, posto que era eu o responsável pelo ingrediente mais importante e diante de sua falta ninguém percebeu que os encarregados do açúcar e do limão taiti esqueceram de cumprir suas tarefas.

E o que tem a caipirinha com a decisão do campeonato? Aparentemente nada, exceto o fato de que eu trabalharia mais satisfeito hoje e meus colegas ingleses agradeceriam a gentileza etílica abastecendo-me com informações da McLaren, igualmente britânica.

Ocorre que não há mais segredos neste duelo final e os que há não são revelados. A guerra, agora, é mais psicológica do que técnica. A superioridade dos carros prateados sobre os vermelhos é compensada pelo maior talento superior do alemão em relação ao finlandês, numa das raras situações de equilíbrio entre conjunto carro-piloto de equipes diferentes na F-1 recente. Por isso o jogo está empatado.

Pessoalmente não me importo com quem será o campeão. Um italiano veio me perguntar se para o Brasil seria melhor Schumacher ou Hakkinen, e não me veio outra resposta à mente do que um non mi frega um cazzo, intraduzível para nossos padrões morais e estéticos de escrita. Mas é bem isso, no Brasil existem os que torcem para a Ferrari e outros que torcem contra Schumacher, mas ninguém, creio, vai se matar se o resultado for diferente daquele esperado por cada facção.

Há exceções, claro. Tenho um amigo de Mogi das Cruzes que ameaça o suicídio se Schumi não conquistar o título. Mas ele também é são-paulino e sobreviveu ao massacre de domingo passado no Pacaembu. Por isso, tanto faz. Quem não se mata depois de um 7 a 2, pode muito bem aguentar mais um ano na fila.